sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Veredas da compaixão

Semana longa de trabalho. Comecei no ano de 2013 e só fui parar em 2014. Corpo cansado, mente inquieta... Talvez paranoica. Talvez...  Talvez tenha sido minhas virtudes afloradas que me fizeram cansado. Tem hora que o coração não aguenta, e abrocha. O sentimento começa a falar mais e alto, e já era, confusão formada lá dentro. No estômago, no peito, na mente, na alma. 

Escutei durante essa interminável semana várias histórias. Assaltos, afogamento, homicídios. Lá em Inhanguetá, bairro da Capital, duas adolescentes foram baleadas enquanto conversavam na calçada. Quando cheguei junto com minha equipe, todos da rua estreita onde havia acontecido o crime correram. Desde as crianças que brincavam por lá, até a senhora que lavava o sangue do chão. Ninguém quis falar, ninguém quis aparecer. O silêncio tomou conta do beco. Uma senhora meio tímida, cabisbaixa e desconfiada aparece. Era a mãe de uma das meninas baleadas. Ela me mostra capsulas que havia juntado depois do tiroteio, e diz: “aqui ninguém pode sair de casa não. Tem que ficar lá dentro, escondido”. E some entre o beco. Nas paredes, várias marcas de tiro. Por trás delas, o medo.

Distante dali, famílias tiram de dentro de suas casas móveis estragados. No rosto de cada um, a expressão de dúvida: “e agora?”. A chuva levou tudo, menos a tristeza. Uma senhora, enquanto coloca no meio da rua um pedaço de madeira, que aparenta ser o resto de um guarda-roupa, chora e responde a pergunta que todas as pessoas fazem a si mesmas naquele momento: “Agora é trabalhar pra conseguir tudo de novo, né... é triste.” 

Aprendi que jornalista precisa ser imparcial, justamente pelo contato direto com tragédias. Porém, há momentos em que o sentimento sobressai. Li um texto, publicado numa revista, algo sobre compaixão. Dizia assim: “tragédias e tristezas pipocam nos noticiários da TV e na internet o tempo todo. E, quando nos compadecemos com aqueles que sofrem, compartilhamos com o outro a sua dor e o seu sofrimento.” Fácil não é, mas é isso que nos torna mais humanos e o que faz da nossa caminhada algo menos solitário. É a sensação de que temos sempre com quem contar. 

Compaixão. Sentimento meio doido, mas fundamental para a vida. Já dizia Schopenhauer:

“A compaixão é um fenômeno assombroso e cheio de mistério: ela apaga a linha fronteiriça que, aos olhos da razão, separa um ser de outro ser, borrando os limites entre o que eu sou e o que eu não sou. A compaixão é a fonte de toda a justiça e de toda a moral; e o ser que não a conhece está excluído da própria humanidade.”

Faz bem sentir. Faz bem ser humano.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Ao lado da notícia

17 de junho de 2013.
Guardem bem esta data, pois este dia, como os que virão, estará na história.



                                                                                                                                                                                      Foto: facebook 


Na semana anterior o Brasil parou para acompanhar as manifestações no Rio de Janeiro e, principalmente, em São Paulo. Nas ruas, milhares de militantes e centenas de policiais compartilhando um sentimento único, e momentos de alegria, empolgação, luta, desespero, injustiça e brutalidade.

A ação da polícia no protesto de São Paulo não chocou somente o país. Não digo que foi apenas por conta do conflito, mas a ação dos novos jovens guerrilheiros fez com que os olhos do mundo se voltassem para nós, do Brasil. Se tal fato é bom, veremos com o tempo, entretanto, é impossível negar que a onda de protestos no principal estado do Sudeste despertou uma revolta repentina nos brasileiros, sejam eles crianças, jovens, adultos ou idosos.

No primeiro final de semana após o memorável protesto em São Paulo, foi agendado um ato para o Espírito Santo, na nossa agenda global: o facebook. O número de confirmados no grande evento se multiplicava a todo instante, até ultrapassar os 18 mil. Nas redes sociais foi o assunto do momento: #ogiganteacordou #vemprarua #protestoes .

Enfim, o grande dia!

Às 19h eu saí da redação rumo à manifestação, que já havia começado, com uma equipe da TV – sendo que já havia outras cobrindo o protesto. Fomos em 5: o cinegrafista, seu auxiliar, um repórter, uma estagiária, e eu (que estou começando a atuar como repórter).

Manifestantes ao vivo, no JTVV/ Record
Quando chegamos, os manifestantes estavam em frente ao Shopping Boulevard, na praia do canto. Ali, vi vários militantes cumprimentando policiais que estavam acompanhando o ato. O barulho era muito alto, muitas pessoas gritando, cantando e conversando. Como estávamos com uma câmera e identificados como imprensa, rapidamente os jovens se aglomeraram em nossa volta pedindo para filma-los. Todos estavam muito preocupados com o que iria sair nos jornais no dia seguinte.

Precisamos cortar caminho para chegar na praça do pedágio antes dos manifestantes, para fazer boas imagens. Conseguimos. Uma equipe nossa já estava posicionada para entrar ao vivo, no momento em que os manifestantes chegassem à terceira ponte. O link foi invadido pelos militantes, que gritavam: “fora globo”, “globo mentirosa”, além de palavrões.

Porém, neste momento uma surpresa: os manifestantes não pararam na praça do pedágio. Logo se viu um mar de gente dominando a terceira ponte. Conversamos entre nós, e decidimos que íamos acompanha-los durante o trajeto.

Parte da equipe, em cima da Terceira Ponte
Quando passei das cancelas senti um frio na barriga. Eu temia por uma ação da polícia ali em cima. Mas continuei a caminhada. Durante o trajeto os manifestantes pararam de cantar. O tempo se dividia em um silêncio estranho, e conversas paralelas. Em alguns momentos ouvíamos insultos, por sermos da imprensa. Apesar disso eu sentia algo inexplicável. Enquanto observava a altura e a paisagem, o vento que passava entre os militantes era surreal, eram ventos de paz. Durante os passos pequenos e cansados, passei a observar as pessoas em minha volta. Deparei-me com muitos sorrisos. Ali, todo mundo era amigo, todo mundo era igual.

Quando chegamos à metade da ponte, uma menina bastante assuntada nos alertou que a ponte estava balançando e que poderia quebrar (sim. Ela disse isso). Ela então apontou para o lado mostrando a estrutura, e percebemos que realmente estava balançando muito. Ignoramos, por acharmos aquilo comum – e é. Começamos a nos desequilibrar com o embalo da terceira grande ponte. Foi um tanto quanto divertido mas, confesso: senti um pouco de medo.

Chegando ao final da ponte, o carro de reportagem estava nos esperando. Tínhamos que correr para pegar os manifestantes chegando à casa do governador. Além disso, já sabíamos que o Batalhão de Missões Especiais já aguardava o protesto chegar, um pouco antes da casa do Renato Casagrande. Era certo que eles não deixariam os manifestantes fossem até lá.

Quando chegamos à rua da casa do Governador já havia muitos manifestantes por lá. Fomos caminhando, com um pouco de dificuldade, até o início. Nós da imprensa ficamos encurralados entre os manifestantes e os escudos da polícia. Ali, já sentia que algo estava errado. Havia muitos manifestantes revoltados e nervosos. Algumas pessoas tentavam acalma-los, mas era muito difícil. Foi chegando mais gente cada vez mais, e o espaço ficou apertado.

Eu pude ver os olhos dos policiais, estavam todos em alertas e, quando o barulho aumentava, eles ficavam em posição de ataque. Eu senti muito medo, e quis sair correndo de lá. Um major da PM saiu dentre os escudos para tentar uma negociação. Ele propôs que alguns militantes fossem, numa outra ocasião, até uma secretaria, conversar com algum secretário (ele não foi muito claro). A tentativa de apaziguamento foi ignorada pelos militantes.

Com o passar do tempo o clima foi ficando mais tenso. Enquanto estávamos conversando com esse Major, um objeto, creio que seja uma lata ou garrafa, caiu no meio do batalhão. Ouvi um grito: “não! Não façam isso! Parem!.

Tarde de mais. Um jato caiu sobre nós e, em questões de segundos, a multidão começou a correr. Vi muitas pessoas agressivas ali na frente, senti que eles já queriam esse confronto. Ouvi muitos estouros, e bombas começaram a cair do meu lado. Eu já havia me perdido da equipe. Mas rapidamente encontrei o repórter. O cinegrafista e a estagiária haviam desaparecido entre a multidão em pânico.

Não tinha para onde correr. Muitas pessoas desmaiadas na rua. Algumas disputavam espaço numa única viatura do corpo de bombeiros que estava no local. Nós ficamos, inclusive, no lado dela para nos proteger. Mas as bombas caíam entre nós. E ficava cada vez mais difícil respirar.

Minha garganta, meu nariz e meus olhos queimavam muito. Até que eu não conseguia enxergar mais. O repórter, grande amigo, inclusive, me ajudou e tentou me proteger com o terno. Ele também estava na mesma situação, talvez pior.  As pessoas foram muito solidárias conosco. Ofereceram ajuda, água e vinagre. Os moradores também ofereciam ajuda. Principalmente a quem estava ferido.

Ficamos por um bom tempo no meio do conflito. Muitos jovens permaneceram ali arremessando objetos contra a polícia. A partir dai, a PM começou a atirar. Ouvíamos barulhos muito altos, de coisas quebrando. Mas não dava para enxergar.  Os repórteres insistiam em ficar ali na zona de confronto.

Encontramos nosso cinegrafista, que estava passando mal. Decidimos, então, sair dali e ir para um local seguro e longe das bombas. No caminho de volta, uma destruição sem precedentes. Muito lixo na rua, carros depredados e amassados. Caçambas de lixo jogadas no meio da avenida,  e portões sendo arremessados.

Algumas pessoas começaram a subir no muro  dos prédios para se proteger. Moradores gritavam pedindo para que a polícia parasse. Nos deparamos com mais pessoas solidárias, que perguntavam se estávamos bem.

Caminhamos até a praia. Lá, muitas pessoas passando mal, e outras muito nervosas. Ali, encontramos com outras equipes de imprensa, e ficamos sabendo que o carro de uma emissora havia sido totalmente quebrado, e a bolsa da repórter roubada.

Depois de um tempo, precisamos voltar para a área de conflito para fazer imagens. Encontramos mais destruição. Ficamos bem à frente, mas as bombas de efeito moral nos impediam de prosseguir. Era muito difícil respirar e enxergar. Além do nosso, outro cinegrafista estava nos acompanhando.

Recebemos a informação de que a polícia iria cercar os vândalos que ainda permaneciam em conflito com a polícia. Decidimos abandonar o local, por segurança. Entramos no carro de reportagem, mas, ficamos sabendo que o Secretário de segurança iria se pronunciar. O repórter foi até a Sesp conversar com ele e, enquanto isso fui entregar as fitas já gravadas para um repórter que estava na redação.

Na volta, recebemos a ordem de voltar para o protesto ou, então, ir até o Dpj de Vila Velha, pois uma equipe de reportagem que teve o carro quebrado estava lá. Decidimos ir à delegacia. Lá, recebemos a informação de que havia um manifestante detido. Esperamos ele chegar. O rapaz estava com uma garrafa com um pano dentro, e estava prestes  a atacar a polícia com aquela ‘arma’ – descobrimos que ele havia passagem pela polícia.

A delegacia foi meu último momento. Já me sentia exausto, pois estava desde 07h30 trabalhando. Decidi pegar um táxi, junto com uma amiga que nos acompanhava, pondo fim na segunda-feira atípica.


Participar da cobertura de uma manifestação é realizar um sonho antigo. Estou satisfeito como jornalista e cidadão.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Mais aumento à vista


O valor do tíquete-alimentação dos servidores da Assembleia Legislativa pode passar de R$ 694 para R$ 800, um reajuste de 15,2 %. O projeto de resolução que propõe o novo valor foi assinado nesta terça-feira (19) pela Mesa Diretora da Casa e ainda deve ser votado em plenário, mas de acordo com o presidente Theodorico Ferraço (DEM), há consenso para a aprovação. 

Ainda segundo Theodorico, o impacto anual com a medida é de R$ 826 mil, mas está dentro do Orçamento da Assembleia. "Fizemos economia em vários setores e podemos conceder esse aumento", afirmou o presidente. Pelo texto, o reajuste passa a valer a partir de 1º de março.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Viva España!

O repertório da sétima e última apresentação da Série Concertos Sinfônicos, da Orquestra Filarmônica do Estado do Espírito Santo (Ofes) será "Viva España". O concerto será na próxima quinta-feira (25) no Theatro Carlos Gomes, às 20 horas. Os ingressos custam R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia).

Com regência do maestro titular Helder Trefzger e participação da solista Ana Vidovic, a apresentação será toda inspirada no ritmo e cultura espanhola, incluindo obras dos compositores espanhóis Manuel de Falla, Joaquín Rodrigo e Maurice Ravel, grande compositor francês, que tinha profunda admiração pela cultura espanhola.

O programa será aberto com a Suíte 1 do ballet El sombrero de tres picos (O chapéu de três pontas), obra-prima de Falla. A orquestra apresentará também a Rapsódia Espanhola, escrita por Ravel em 1907, partitura rica em danças e coloridos orquestrais.

Para completar o programa, o célebre Concerto de Aranjuez, composto por Joaquín Rodrigo. A obra é uma das mais populares do repertório clássico, sendo que o seu segundo movimento, famoso pelo solo de corne-inglês, recebeu até uma versão com letra, "Aranjuez mon amour".
Destaque para a participação da solista Ana Vidovic, nascida na pequena cidade de Karlovac, na Croácia, virtuose e prodígio do violão. Desde que iniciou a sua carreira em 1988, Ana Vidovic já realizou mais de mil apresentações. Tem tocado em locais como Nova York, Londres, Paris, Viena, Salzburg, Roma, Budapeste, Varsóvia. Tel Aviv, Oslo, Copenhague, Toronto, Baltimore, São Francisco, Houston, Austin, Dallas, St. Louis, dentre outros.

Serviço:
Série "Série Concertos Sinfônicos"
Viva España!
Obras de: Falla, Rodrigo e Ravel
Regência: Maestro Helder Trefzger
Solista: Ana Vidovic, violão

Local: Teatro Carlos Gomes
Data: 25/10
Horário: 20h

Ingressos: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia). Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro a partir do dia 19/10. Telefone: 3132-8399

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Liberdade, sexo e paixão


O nome pode soar meio estranho, mas “Febre do Rato”, acredite, é um filme excelente. O longa marcou o lançamento da 19° edição do Vitória Cine Vídeo e contou com a presença do diretor pernambucano, Claudio Assis.

Quanto às críticas... melhor expressar a minha: Polêmico, chocante e verdadeiro. É assim que defino o ‘Febre do Rato’.

Levando em conta o meu apreço por coisas levemente exóticas, digamos, é possível certo repúdio das pessoas. Isso porque o filme é repleto de imagens fortes, com sexo, drogas e forró nordestino. Nada fora do clichê dos cinemas, se não fosse o teor excessivo das respectivas imagens.

Nas cenas de sexo, um banquete com direito a nudez total, sexo explícito, masturbação, maquina de xerox, urina e homossexualidade. A maconha esteve presente em pelo menos 90% da história. E o bom forró nordestino embalou o clima do drama.

Há quem considere as cenas de nudez, nas quais percorreram do começo ao fim, um mero atentado ao pudor ou, até mesmo, que pairam a pornografia. De fato, a clareza com que o autor decidiu mostrar tal aspecto é explícita. Mas, cabe a cada pessoa a interpretação.

Deixando de lado as cenas excessivas e, para tantos, desnecessárias, o filme em si conta a história de um poeta anarquista, vivido por Irandhir Santos, que vive num mundo pessoal e promíscuo, onde tanto a mulher quanto o homem não se diferem.

Além de orgia, a provocação, o corpo dividido em pedaços de xerox...  o filme fala de paixão. Paixões sem limites, raça, tamanho, peso, altura, classe social e qualquer outra diferença. Fala de igualdade e liberdade. 

A fotografia marcante, a imagem em preto e branco, a naturalidade da atuação e a poesia. Uma composição agradável que faz do longa um grande clássico.

Liberdade, sexo e paixão. Fim. 

Trailer:

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Humor: A Charge de Amarildo


Sexo, drogas e massacre


Há aqueles que nos finais de semana gostam de uma boa balada. Há aqueles que curtem uma viagem. E há aqueles que preferem morgar em casa, se recompondo culturalmente com bons filmes. Aos adeptos da ultima opção, vou sugerir dois filmes incríveis e, modéstia parte, de muitíssimo bom gosto: 

'We Need to Talk About Kevin' ou, no português, 'Precisamos Falar Sobre o Kevin'. Um ótimo filme, que é adaptação de um livro, para quem gosta - como eu - de uma relevante e singela adição de drama ao que já era, por si só, dramático. Tilda Swinton está excepcional protagonizando a obra que transmite certa agonia boa. Não consegui tirar os olhos da tela por nenhum instante. Sem contar que o final é in-crí-vel e extremamente chocante - isso para quem não conhecia a história do livro, como no meu caso. Contudo, fica a dica de um ótimo filme para o final de semana. 

Trailer:

Tem gente que não paga nada pela kristen Stewart. Pois bem, quero deixar claro que admiro seu trabalho desde sua atuação em ‘The Runaways’. Mas, depois de vê-la em “On The Road”, passei a gostar mais ainda. Seus papeis como ‘drogadinha rebelde’ são ótimos. 

- E fica como sugestão de filme, o clássico '“On The Road”. Ele esta em cartaz no Cinejardins, mas já está disponível na internet, com sessões todos os dias às 20h55.

Trailer:

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Frase da semana


Naqueles dias turbulentos ele não deveria atacar Lula e Dirceu a um só tempo. O Lula não sabia nem onde apagava a luz, o Dirceu tinha controle total do governo. Então o alvo foi o Dirceu.
Luiz Barbosa, advogado de Roberto Jefferson no Mensalão, ao dizer que aconselhou seu cliente a negar a participação de Lula no mensalão




Via Blog do Noblat

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Fábrica de políticos


“Propaganda é a alma do negócio”. Um tanto quanto clichê, mas, no momento, é a frase que melhor se encaixa na descrição do sistema eleitoral brasileiro. No cume da era das redes sociais, tecnologia e da globalização, o modo de como os candidatos se apresentam, ou melhor, se vendem ao público – digo população – faz toda a diferença.

Considerada o quarto poder, a mídia é a ferramenta ideal para tal processo de divulgação da imagem dos políticos. Tanto a rádio, a televisão, meios impressos e a internet – focando nas redes sociais, como o Facebook, Twitter, Orkut entre outras, fazem parte dos recursos utilizados pela equipe marketeira dos candidatos.

Analisando bem, esse processo nada mais é do que uma junção de poderio que inclui, ainda, equipes especializadas em marketing político, na qual possuem a função de elaborar estratégias capazes de fazer com que seu candidato seja ao menos bem visto pelos eleitores. E é aí que chegamos ao ponto principal: as eleições não passam de uma competição de imagem, popularidade e status. Vence o candidato cuja equipe marketeira conseguiu fazer com que a população acreditasse em todo o discurso demagógico.

Se pudessem, os políticos ganhariam eleições sem ao menos disputá-las.

Um fato que podemos avaliar para mostrar esse aspecto do qual é relativo ao modo como as campanhas eleitorais são concebidas e organizadas, é o famoso encontro entre o ex-presidente Lula e Paulo Maluf, que selou o apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, que enseja diversas discussões a respeito de nosso sistema político.

Como em qualquer outro lugar, aqui no Brasil é usada uma lógica pouco usual: ao contrário de seguir a regra da economicidade - em que se busca o mínimo desperdício de recursos para a consecução dos fins pretendidos -, prevalece o princípio da redundância.

Em suma, é mobilizado muito mais recursos para alcançar os objetivos estabelecidos. Sendo assim, investe-se além do que é racionalmente exigido. Isso ficou claro no debate sobre o tempo de propaganda eleitoral que o PT ganhou aliando-se a Maluf. Afinal, quanto mais espaço e tempo disponíveis, seja qual for o tipo de mídia, melhor para o candidato.

Para se ter ideia do quão valioso é um mísero tempo na televisão para a propaganda eleitoral, Lula se dispôs a um “sacrifício de imagem” posando ao lado de um político contra quem pesam graves denúncias, para receber, em troca, 1min36s de televisão.

Daí surge à dificuldade de muitas pessoas - até mesmo observadores experientes - entenderem este gesto do ex-presidente. Valeria a pena se autodenegrir por uma campanha política, até então, alheia?



Por Luã Quintão

LULA, MALUF & HADDAD

"Tu é nosso e nós é teu"
    VIA OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

Assim como a foto em que Lula confraterniza com Paulo Maluf, a abstrusa frase do título (constante de um diálogo flagrado no “escândalo Cachoeira”) permanecerá como índice da falência moral do espaço público brasileiro.Índice, na análise dos discursos, é um dos três tipos de signos possíveis, ao lado do ícone (referente ao funcionamento da imagem) e do símbolo (domínio dos sistemas linguísticos predominantes no discurso cotidiano).
Passando por cima de maior detalhamento acadêmico, assim se pode resumir o conceito: para responder a uma pergunta do tipo “onde está o incêndio?”, o indivíduo recorre a um índice, que consiste em apontar para o fogo com o dedo, estabelecendo uma conexão dinâmica entre o dedo e o incêndio. Há um laço existencial, de contiguidade entre o índice e a referência. Os sintomas são sempre indiciais.
Isso explicado, permitimo-nos acrescentar aos dois já mencionados, um terceiro índice, vindo do exterior: Um artigo do jornalista David Carr no The New York Times(11/6/2012) relata uma “preocupação crescente no sentido de que a queda dos valores e a falência dos modelos comerciais de muitos jornais americanos possam levar a uma situação em que interesses econômicos comprem jornais e os usem para praticar uma agenda política e comercial”.
Evidentemente, essa agenda sempre esteve implicada em qualquer empresa jornalística. Mas o que o articulista está pondo em questão é a exclusividade da agenda, ou seja, jornalismo futuro como nada mais além disso. Segundo ele, esse futuro parece ter chegado a San Diego, na Califórnia, onde o diárioThe U-T San Diegoacaba de ser comprado por um empresário local – Douglas F. Manchester, hoteleiro e incorporador imobiliário – que se apresenta como uma espécie de folheto para os seus vários interesses. Manchester é contra governo de bem-estar social, cobrança de impostos e casamento gay. É a favor da especulação imobiliária na reforma do centro de San Diego.
Consciência moral
Ora, esse tipo de interesse sempre pôde estar implícito no funcionamento de qualquer corporação de mídia, como bem se sabe. O que há de novo aqui é que Manchester e seu sócio John T. Lynch são explícitos quanto aos seus motivos: “Nós não pedimos desculpas. Estamos fazendo o que todo jornal deve fazer, ou seja, tomar posições. Somos pró-conservadores, pró-negócios, pró-militares”. Editores que pensem o contrário são demitidos.
David Carr explica a sua indignação:
“Muitos de nós cresceram em cidades onde o jornal diário estava associado a líderes cívicos, e o interesse privado se expressava geralmente na página editorial. Uma vez por outra, a apuração devida podia ser suspeitamente ignorada na cobertura, mas as páginas noticiosas eram exatamente isto, notícias”.
Agora, como precisamente se relacionam o jornal de San Diego, a frase abstrusa do escândalo e a foto Lula-Maluf? Ao olhar do observador, no fenômeno generalizado da queda das aparências morais.Moral, bem se sabe, é um conjunto de prescrições normativas, consideradas a partir de coordenadas de tempo e lugar, relativas à formação do caráter e da conduta dos indivíduos. As prescrições aparecem socialmente como regras, manifestadas em atitudes e comportamentos capazes de orientar a vida individual e coletiva, com referência a valores aceitos pela comunidade.
Sempre se pode questionar a validade de um determinado ordenamento moral; e, no fogo das mutações ditas “pós-modernas” (revolução sexual, liberação dos costumes etc.), a moralidade andou em desprestígio, ganhou uma aura de caretice. Mas é inquestionável a força da relação entre consciência moral e a sociedade que se deseja. A moralidade está posta em relação com a comunidade, entendida como o locus da reciprocidade entre os atores da vida social.
De fato, para a maior parte dos pensadores sociais do século 10, própria ideia de comunidade humana é sustentada pelo pressuposto de um compromisso “moral”, entendido como “aspiração” original e civilizada. Por isso, a consciência moral é necessariamente uma instância reflexiva. No horizonte do jornalismo e da alta política, sempre se tentou ter à vista uma boa medida de consciência moral ou, pelo menos, manter as aparências de moralidade como um cuidado pedagógico para com as gerações futuras.
Tempo na tevê
Ora, com a contínua perda de força axiológica (o enfraquecimento dos valores) das estruturas sociais, as ações não têm hoje por que se orientar na direção de grandes fins ou de horizontes esperançosos. A contemporaneidade parece não fazer outra coisa, senão substituir o antigo escopo ético-social por critérios afins à lex mercatoria, a economia de mercado, onde predominam o dinheiro e a mercadoria como conteúdos fundamentais do espírito público. Sem esse mesmo escopo, também a democracia representativa perdeu os limites dados pelas próprias aparências de consciência moral. A consciência já não dói mais.
Daí, o retorno da indignação – a velha e “careta” indignação! – como recurso político (ainda que precário) das massas, sobretudo dos jovens nas praças orientais e ocidentais, contra a desorientação existencial provocada pela falência dos valores. Em seu artigo, David Carr, o jornalista não faz muito mais do que se indignar. É o mesmo sentimento da política Luíza Erundina e dos leitores de jornais frente à foto em que Maluf, abraçado a Lula e ao aspirante Fernando Haddad, sorri ante a sua agora plausível recomposição de imagem na cena pública. Afinal de contas, o que é a moral frente a um minuto a mais de tevê?
Os jornais não transcreveram uma frase sequer do que realmente se conversou. É analiticamente viável, portanto, levar a sério o conceito de índice para sugerir como legenda da foto a frase emblemática: “Tu é nosso e nós é teu”.

domingo, 4 de setembro de 2011

Breve história de um vencedor


Igor Ribeiro, 18 anos, estuda Letras–Alemão na Unisinos. Gosta de atuar, conversar, ler e estudar. É uma pessoa comum, como qualquer outra. Mas o seu passado foi marcado por agressões: Igor era vítima de bullying.
Desde pequeno, Igor sofria com agressões vindas de colegas de classe. Sempre dedicado, se destacava nas aulas e acreditava que o motivo de ser atacado, era esse. “Desde pequeno eu sofro com o bullying, pelo fato de eu ter uma maneira diferente de pensar sobre as coisas”, disse.
O tempo passou, e muitas coisas mudaram em sua vida. Porém, as agressões continuaram o acompanhando. No ensino médio, Igor conseguiu uma bolsa em uma escola particular, e foi lá que elas se tornaram mais frequentes e graves. Ele era exposto a várias situações constrangedoras: era trancado dentro do banheiro, pendurado de cabeça para baixo em lugares altos e empurrado na saída da escola. A partir daí, o jovem começou a se isolar, pois o medo de sofrer agressões físicas e morais era grande.
Igor era uma pessoa simples e humilde, ele não entendia porque sofria tantas agressões. Tudo o que ele mais queria, era ter alguém para conversar.
“Eu nunca entendi porque as pessoas sempre tentaram me rebaixar, me fazer sentir sozinho e sem ninguém. Nunca entendi por que elas não gostavam de fazer trabalhos comigo, eu sempre sobrava. Será que é por que sou feio? Será que eu sou um idiota? Será que me visto mal?” 
Essas dúvidas fizeram de Igor, uma pessoa deprimida e solitária. Sem autoestima, sua vida entrou em colapso. Ao se olhar no espelho, ele se sentia feio, achava que nunca encontraria alguém que gostasse dele. Chegou até pensar em desistir da bolsa de estudos. As agressões fizeram ele se sentir fraco e desamparado.
Igor em uma de suas apresentações de teatro

Mas, ele não se rendeu. No fundo, sabia que se aceitasse essa situação, estaria também aceitando a derrota. Ele estava ciente de que as agressões iriam continuar, mas que sua felicidade só dependia dele mesmo. A partir daí, a situação começou a mudar: Igor começou a confiar em si mesmo. Apesar dos insultos, buscava sempre as próprias qualidades e não deixava que nada o abatesse.
 “Mesmo que todos me chamassem de feio, ridículo, idiota, eu me chamava de bonito, humilde, bom, virtuoso, honesto. Comecei a me valorizar e a perceber que a vida era muito mais do que aquelas pessoas, e que elas não passavam de pessoas inseguras, se escondendo atrás da riqueza e das aparências.”
Igor iniciou uma nova fase da vida; se dedicou mais aos estudos e foi aprovado em primeiro lugar na Unisinos, onde conseguiu uma bolsa de estudos. Além disso, também foi vencedor de um concurso de leitura em alemão, idioma pelo qual é apaixonado. Ele é prova viva de esperança e superação. Igor nos deixa uma lição valiosa: de que vale a pena lutar pela felicidade e que nunca é tarde para recomeçar a viver.
“Essas vitórias foram uma superação pra mim, e serviram para mostrar aos meus agressores que eu nunca vou desistir de mim. Eles que façam o que quiserem, a minha vida tem valor e eu vou lutar pelos meus sonhos. Agora, começo uma nova etapa em minha vida, uma etapa cheia de vitórias e sucesso.”

Boas novas: o blog está de volta.

A vida é repleta de mudanças e exige um pouco de tempo para se adaptar a essas transformações. Vivenciei e vivencio isso.

Iniciei uma nova fase em minha vida, onde praticamente tudo é inédito. Mudei de cidade, comecei a morar sozinho e entrei no curso de Jornalismo. Logo, novos deveres e obrigações surgiram, fazendo com que a falta de tempo e até mesmo de ideias, me fizessem afastar do blog.

Já curti, já chorei, já sorri, já errei e já aprendi. Com os pés no chão, voltarei a escrever no blog, que assim como eu, está em uma nova fase, agora com textos mais ricos, coerentes e objetivos.

 Enfim, o MOB NOW está de volta para mobilizar. 

sábado, 21 de agosto de 2010

Serra - Como o Lula

Serra esta precisando recontratar sua equipe de marketing...
Depois do sucesso da internet “Serra comedor”, Zé (como é chamado em sua campanha eleitoral) tenta se comparar ao Lula, mesmo depois de tanto o criticar.

"Quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá”.

Com esses marketeiros, Dilma nem irá precisar investir em propagandas mais. Serra anda pecando muito em sua campanha eleitoral, não sei bem o que ele pretende com isso, talvez se misturar com a “molecada” ou dar pinta de pedreiro, mas o apelido “zé” não vai virar bordão.
Sem falar da favela cenográfica que é usada como plano de fundo. Está na cara que tudo é forçado.
Mas, o pior de tudo, é essa mera comparação entre ele e o Lula. José, que sempre o criticou, agora tem a audácia de tentar associar sua imagem ao presidente, e ainda citá-lo em seu jingle macabro. Será que ele não percebe que pode perder votos? Muitas pessoas não gostaram do governo Lula.

Na metade do programa eleitoral do serra, já estou cochilando. Então entra o lindo filme emotivo da Dilma com suas falas decoradas e cordas de marionetes. Melhor levar meu cobertor para a sala.

Para finalizar, o clássico “Serra comedor”:
“como o Alex, como a mãe dele, como a Vânia, como o Damião e como a dona Maria".






Luã Quintão.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Não digite 45


Quase sem tempo, estava muito curioso em relação às propagandas eleitorais gratuitas na TV. Como dito, quase sem tempo, decidi perder o ônibus para vê-la.
De cara, o primeiro candidato a fazer suas propostas foi o tucano José Serra. E é nele que irei focar neste post.

José Serra, economista e político. Já foi deputado, senador, ministro, prefeito e governador. Hoje, um dos candidatos à presidência brasileira com mais probabilidade de ocupar o cargo. – Fato lamentável.
Em meio de sua propaganda, puramente decorada e forçada, José Serra citou inúmeras vezes seus feitos pelo Brasil: “Eu construí várias escolas, hospitais, estradas...”. Todas ditas com ar burguês.
Mas, o que mais me chamou a atenção, foi uma cena em que José Serra, ao lado de uma senhora, que supostamente sofria de alguma doença nos olhos, conversavam sobre a “vida”. Até então, tudo bem. A senhora relatou que tempo atrás não enxergava quase nada, e que fizera uma cirurgia na qual melhorou muito sua visão. Então, José Serra, hipocritamente, segurou em suas mãos delicadas e disse: “Graças a mim, você voltou a enxergar”. Isso! Ele pôs o mérito da recuperação da senhora... NELE mesmo. Hipócrita. NADA, deve ser rotulado como feito de uma só pessoa, nesse caso José Serra. Escolas, hospitais e estradas não foram construídos com o dinheiro dele, foi com o nosso. Isso e muito mais, é o nosso direito. Políticos que deixam o mérito como exclusividade, devem ser repelidos.

Outro fato que me deixou irritado, foi quando Serra citou que participou do plano real. Como se tivesse sido um dos melhores planos econômicos do Brasil. De fato, o plano real controlou a inflação, porém, aumentou o desemprego, desnacionalizou a economia e ainda concentrou a renda na burguesia. O plano levou o país ao caos econômico e à miséria social.
A intenção dele, ao pronunciar isso na propaganda, foi atingir pessoas leigas. Na maioria, os pobres, que provavelmente viram este plano real, quando dito pelo candidato, como um mar de rosas.
Por isso me pergunto, um candidato desses merece governar nosso país?
Não mesmo.

Digitar 45 seria aprovar uma nova fase do capitalismo no Brasil, repleta de injustiça social, privatização de estatais e desigualdade.




Luã Quintão.

domingo, 8 de agosto de 2010

Meu sex and drugs sem nenhum rock’n rool


Eu queria ser extremamente inteligente para inventar uma máquina do tempo, só para voltar aos anos 80, onde tudo era mais fácil e o bom rock’n rool ainda não era extinto. Maldita seja a globalização, que ainda não, mas quase pôs em extinção nosso rock, que foi cruelmente assassinado pelas cores do arco-íris.

Século 21, um colapso musical. Nossas bandas que berravam direitos, foram substituídas por outras que insinuam sexo, e falam de amor sem ao menos saber o que é. Desculpe, não posso generalizar estas bandas como rock.

Pensando bem, pensando bem mesmo, elas não passam de meras fotocópias da nossa sociedade, infelizmente, fútil. Isso justifica o sucesso que fazem entre adolescentes mimados, frutos da nossa nação fast-food, que não dão a mínima para questões realmente importantes, como o voto. Estatísticas apontam que menos de 10% dos adolescentes não exercem e não acham importante o direito de votar. Triste e real. Infelizmente real. A juventude hoje, é uma banda numa propaganda da coca-cola.

Nossa cultura musical passa por uma turbulência, daquelas que derrubam. Conseguimos o direito de expressar, mas não usufruímos mais. Entenda, o rock é expressão, é falar o que pensa, é banalizar o governo, é denunciar, é lutar, é provocar, é abrir dúvidas, é gerar conclusões, é refletir. Minha cabeça não aguenta mais ouvir sobre “garotas radicais”, estou (estamos) precisando de uma nova inspiração, esse rockmulticolors não me faz pensar, não me cria ideias. Por isso que com louvor, eu agradeço ao meu velho e bom rock’n rool. E pode ter certeza que em alguma parte do nosso “brasilzinho” existe um ser racional que fará ressuscitar o nosso rock.

[...] Enquanto isso, eu espero pela volta dos engenheiros.


Luã Quintão.

sábado, 17 de julho de 2010

Paradoxo social


Segundo Karl Marx, os trabalhadores, que eram a maioria, deveriam tomar frente do poder, e evitar que a burguesia retornasse. Seria uma espécie de ditadura do proletariado. Marx... Extraordinário, otimista, ingênuo. Mal sabia que a ganância humana chegaria tão longe.

Uma nação onde a igualdade realmente iria existir, ela planaria sobre nosso céu risonho e límpido. A ideia do socialismo, quando nasceu na antiga URSS (União das Republicas Socialistas Soviéticas) era por a frente, e atender, as necessidades da classe trabalhadora. Logo depois, quando o regime socialista estivesse firme, iria ser implantado com uma ferramenta auxiliadora, o comunismo, onde o poder concentrado no governo iria ser distribuído em partes iguais para todos.

Os países alheios, então, se sentiram ameaçados, ninguém queria perder o poder e, muito menos deixar a burguesia. E ficaram na defensiva, alguns se aliaram ao nazismo de Hitler, que nascia na Alemanha, e outros preferiram ficar neutros. Todavia, o sistema socialista ficava cada vez mais forte, porém, não tão quanto o nazismo. Surgiu então, um outro regime no qual os demais países deveriam se preocupar. A Alemanha, com seu rude nazismo unido a uma espécie de anarquia absoluta e rebelde, desobedeceu ao tratado de Versalhes imposto na até então conhecia grande guerra (Primeira Guerra) e invadiu vários países. Iniciou-se então a Segunda Guerra Mundial.

Os Estados Unidos estavam neutros neste novo conflito bélico. Entretanto, um ataque inesperado do Japão aos seus portos (Pearl Harbor), fez então os Estados Unidos mudarem de ideia. O país declarou, definitivamente, guerra ao Japão.

Ironicamente, e historicamente, o capitalismo dos Estados Unidos se uniu ao socialismo da URSS. Essa união foi feita para por fim à barbárie do nazismo alemão. Pareceu um clima de apaziguamento entre os dois regimes rivais, porém, debaixo dos panos, os dois queriam o poder. E foi exatamente isso que corrompeu o socialismo. O poder corrompe as pessoas, e quem quer que o tome, acaba por querê-lo para si. Uma catástrofe. O socialismo estava contaminado pelo veneno do poderio. O nazismo foi derrubado, Hitler estava morto, o mundo estava coberto de corpos mortos, e nascia um mundo bipolar, dividido entre capitalismo e socialismo. E ambos, queriam o poder.

Isso influenciou muito na repercussão do socialismo. O comunismo não conseguiu se anexar no Estado, que já estava consumido pelo desejo de ter o poder sobre o mundo. Foi uma tentativa frustrada de passar o socialismo em diante. Um paradoxo, o socialismo que defendia a intervenção dos trabalhadores estava virando burguês. E então foi perdendo forças, até cair por completo. Nasce então uma nova era, a era capitalista.

O socialismo hoje, é apenas uma promessa, como o céu. Mas, muitos ainda acreditam na igualdade. O socialismo foi à ruína, porém, a esperança não. Talvez o sistema socialista não funcione mais, o mundo já se contaminou com o veneno do poderio, entretanto, vamos encontrar uma outra forma de defender nossos direitos de vida digna, uma que realmente merecemos.


Luã Quintão.

domingo, 20 de junho de 2010

Esclarecendo o post anterior.

“Fazer apologia do uso de drogas é crime”
Porém, na internet, existem vários limites, por isso é mais difícil aplicar punições a isso.

E a respeito da minha opinião, enquanto ao assunto, é a seguinte:
Dias atrás, tinha minha consistente ideia, era totalmente contra a legalização da maconha, pois bem... Como diz o Raul: “Eu prefiro ser uma metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Sou ilimitado, o ser humano é ilimitado, existem milhares de informações que se multiplicam a cada dia, e também sou humilde, eu erro e mudo de opinião, não por influência de pessoas alheias, mas sim por influência do meu próprio cérebro ilimitado que absorve cada partícula de teoria que leio. Hoje, agora, estou a favor da legalização. A maconha proporciona os mesmos males que o cigarro, porém déficit de memória. Então concluí:
LEGALIZAR A MACONHA, OU PROIBIR O CIGARRO.

Para esclarecer - Não sou usuário.

Maconha socialmente responsável

Quem diria que em meio de hortas caseiras, se encontraria plantações de maconha – Fato nada raro. Quem planta, é integrante de um movimento que se alastra em todo o país. Os usuários querem consumir sua erva com mais qualidade e sem misturas, sem contribuir com o tráfico. Os growers, como são chamados, defendem o uso socialmente responsável da maconha.
“Não compre, plante”.

Realmente, o uso responsável da maconha ajudaria a combater o tráfico, que é agravante em todo o país. Os growers são usuários responsáveis, pois encontraram um modo de obter satisfação com a droga, realmente se preocupam com o bem estar da sociedade. Com o plantio no quintal, o usuário consegue a quantidade ideal para o consumo mensal.

No mundo, já chegam a 200 milhões usuários de todos os tipos de droga. A maior parte são usuários de maconha, cerca de 158 milhões. Só no Brasil, quase 10% da população já experimentou a droga. A região onde mais se concentram usuários é a sudeste, cerca de 10,5% da população, isso equivale a quase 8 milhões de pessoas.

Porém, a maconha que é vendia na rua, não é totalmente pura. Nela é misturado esterco de animais, mato e até mesmo plástico. Por esse motivo, que usuários optaram à esse sistema de plantio caseiro. Todavia, plantar maconha em sua casa não é como fazer uma horta. A maconha é uma planta frágil, ela reage ao solo, à luz e a água, por isso demora certo tempo para fazer uma boa colheita. Quem tem pouco espaço, optam por banheiros, quartinhos e saunas. Na internet, pode se encontrar um kit específico para o cultivo, nele se encontra lâmpadas especiais, sistema de ventilação e refletores. Porém, não sai nada barato, o kit custa em média dois mil reais.

Os usuários não consideram a maconha uma droga, e sim um estilo de vida. É comum em sites de relacionamentos, depoimentos a favor da legalização e informações sobre seu uso medicinal e benefícios. Entretanto, não se fala nas consequências da droga. A maconha afeta a memória, reduz a capacidade de aprendizado, aumenta o risco de câncer no pulmão, e ainda causa impotência sexual. Sem falar, que a maconha serve como uma porta para outras drogas.




Em várias cidades do país, esta sendo organizado a “marcha da maconha”, e o consumo responsável é uma das justificativas. Os usuários querem a legalização para evitar o consumo individual que favorece para o agravamento da criminalidade. Com o dinheiro da droga, os traficantes compram armas.

Não existe uma punição expressa para quem cultivo pessoal da maconha. A punição para quem cultiva, são medidas socioeducativas e até prestação de serviços comunitários. Mas há casos no Brasil de pessoas que cultivavam maconha em casa, que foram presas como narcotraficantes. É o caso do publicitário Alexandre Thomaz, de 40 anos, que alegou fazer o cultivo da maconha (foto abaixo) como fins terapêuticos.

Os usuários da maconha sofrem com a desigualdade de direitos, eles são expostos e julgados de maneiras diferentes, independente da quantidade que fumam.
Se uma pessoa de classe média for encontrada com a droga, será considerado usuário. Um pobre, já considerado traficante, mesmo que esteja com a mesma quantidade de droga.

A discussão está longe de se acabar. Enquanto isso, os jovens usuários continuam fumando, mas sempre conscientes e esperançosos de que um dia encontrarão uma forma de não contribuir com a violência e o tráfico.

Fonte: Jornal Agazeta
Comunidadesegura.org
Radio Guaíba

sábado, 17 de abril de 2010

Nós, vilões.



O mundo está indo por água a baixo, ou melhor, terra abaixo. Já está na hora de dar um basta em tudo isso. Os últimos anos serão cruciais, cabe a você decidir se quer continuar a habitar o “magnífico” planeta terra, ou se quer ser expulso de um forma cruel. Os fatos estão aí !

Será Deus nos castigando pelos pecados?
NÃO, somos nós. Estamos pagando por sermos doentios consumistas, estamos pagando pela falta de racionalidade.
Para muitos dinheiro é sinônimo de felicidade, vamos ver até quando, por que o dinheiro não irá nos salvar dá fúria da natureza que está nos devastando.

Ou mudamos nosso modo de viver e costumes maléficos de consumo ou arcamos com as consequências.

Quem sobreviver, verá.


Luã Quintão.