domingo, 4 de setembro de 2011

Breve história de um vencedor


Igor Ribeiro, 18 anos, estuda Letras–Alemão na Unisinos. Gosta de atuar, conversar, ler e estudar. É uma pessoa comum, como qualquer outra. Mas o seu passado foi marcado por agressões: Igor era vítima de bullying.
Desde pequeno, Igor sofria com agressões vindas de colegas de classe. Sempre dedicado, se destacava nas aulas e acreditava que o motivo de ser atacado, era esse. “Desde pequeno eu sofro com o bullying, pelo fato de eu ter uma maneira diferente de pensar sobre as coisas”, disse.
O tempo passou, e muitas coisas mudaram em sua vida. Porém, as agressões continuaram o acompanhando. No ensino médio, Igor conseguiu uma bolsa em uma escola particular, e foi lá que elas se tornaram mais frequentes e graves. Ele era exposto a várias situações constrangedoras: era trancado dentro do banheiro, pendurado de cabeça para baixo em lugares altos e empurrado na saída da escola. A partir daí, o jovem começou a se isolar, pois o medo de sofrer agressões físicas e morais era grande.
Igor era uma pessoa simples e humilde, ele não entendia porque sofria tantas agressões. Tudo o que ele mais queria, era ter alguém para conversar.
“Eu nunca entendi porque as pessoas sempre tentaram me rebaixar, me fazer sentir sozinho e sem ninguém. Nunca entendi por que elas não gostavam de fazer trabalhos comigo, eu sempre sobrava. Será que é por que sou feio? Será que eu sou um idiota? Será que me visto mal?” 
Essas dúvidas fizeram de Igor, uma pessoa deprimida e solitária. Sem autoestima, sua vida entrou em colapso. Ao se olhar no espelho, ele se sentia feio, achava que nunca encontraria alguém que gostasse dele. Chegou até pensar em desistir da bolsa de estudos. As agressões fizeram ele se sentir fraco e desamparado.
Igor em uma de suas apresentações de teatro

Mas, ele não se rendeu. No fundo, sabia que se aceitasse essa situação, estaria também aceitando a derrota. Ele estava ciente de que as agressões iriam continuar, mas que sua felicidade só dependia dele mesmo. A partir daí, a situação começou a mudar: Igor começou a confiar em si mesmo. Apesar dos insultos, buscava sempre as próprias qualidades e não deixava que nada o abatesse.
 “Mesmo que todos me chamassem de feio, ridículo, idiota, eu me chamava de bonito, humilde, bom, virtuoso, honesto. Comecei a me valorizar e a perceber que a vida era muito mais do que aquelas pessoas, e que elas não passavam de pessoas inseguras, se escondendo atrás da riqueza e das aparências.”
Igor iniciou uma nova fase da vida; se dedicou mais aos estudos e foi aprovado em primeiro lugar na Unisinos, onde conseguiu uma bolsa de estudos. Além disso, também foi vencedor de um concurso de leitura em alemão, idioma pelo qual é apaixonado. Ele é prova viva de esperança e superação. Igor nos deixa uma lição valiosa: de que vale a pena lutar pela felicidade e que nunca é tarde para recomeçar a viver.
“Essas vitórias foram uma superação pra mim, e serviram para mostrar aos meus agressores que eu nunca vou desistir de mim. Eles que façam o que quiserem, a minha vida tem valor e eu vou lutar pelos meus sonhos. Agora, começo uma nova etapa em minha vida, uma etapa cheia de vitórias e sucesso.”

Boas novas: o blog está de volta.

A vida é repleta de mudanças e exige um pouco de tempo para se adaptar a essas transformações. Vivenciei e vivencio isso.

Iniciei uma nova fase em minha vida, onde praticamente tudo é inédito. Mudei de cidade, comecei a morar sozinho e entrei no curso de Jornalismo. Logo, novos deveres e obrigações surgiram, fazendo com que a falta de tempo e até mesmo de ideias, me fizessem afastar do blog.

Já curti, já chorei, já sorri, já errei e já aprendi. Com os pés no chão, voltarei a escrever no blog, que assim como eu, está em uma nova fase, agora com textos mais ricos, coerentes e objetivos.

 Enfim, o MOB NOW está de volta para mobilizar. 

sábado, 21 de agosto de 2010

Serra - Como o Lula

Serra esta precisando recontratar sua equipe de marketing...
Depois do sucesso da internet “Serra comedor”, Zé (como é chamado em sua campanha eleitoral) tenta se comparar ao Lula, mesmo depois de tanto o criticar.

"Quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá”.

Com esses marketeiros, Dilma nem irá precisar investir em propagandas mais. Serra anda pecando muito em sua campanha eleitoral, não sei bem o que ele pretende com isso, talvez se misturar com a “molecada” ou dar pinta de pedreiro, mas o apelido “zé” não vai virar bordão.
Sem falar da favela cenográfica que é usada como plano de fundo. Está na cara que tudo é forçado.
Mas, o pior de tudo, é essa mera comparação entre ele e o Lula. José, que sempre o criticou, agora tem a audácia de tentar associar sua imagem ao presidente, e ainda citá-lo em seu jingle macabro. Será que ele não percebe que pode perder votos? Muitas pessoas não gostaram do governo Lula.

Na metade do programa eleitoral do serra, já estou cochilando. Então entra o lindo filme emotivo da Dilma com suas falas decoradas e cordas de marionetes. Melhor levar meu cobertor para a sala.

Para finalizar, o clássico “Serra comedor”:
“como o Alex, como a mãe dele, como a Vânia, como o Damião e como a dona Maria".






Luã Quintão.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Não digite 45


Quase sem tempo, estava muito curioso em relação às propagandas eleitorais gratuitas na TV. Como dito, quase sem tempo, decidi perder o ônibus para vê-la.
De cara, o primeiro candidato a fazer suas propostas foi o tucano José Serra. E é nele que irei focar neste post.

José Serra, economista e político. Já foi deputado, senador, ministro, prefeito e governador. Hoje, um dos candidatos à presidência brasileira com mais probabilidade de ocupar o cargo. – Fato lamentável.
Em meio de sua propaganda, puramente decorada e forçada, José Serra citou inúmeras vezes seus feitos pelo Brasil: “Eu construí várias escolas, hospitais, estradas...”. Todas ditas com ar burguês.
Mas, o que mais me chamou a atenção, foi uma cena em que José Serra, ao lado de uma senhora, que supostamente sofria de alguma doença nos olhos, conversavam sobre a “vida”. Até então, tudo bem. A senhora relatou que tempo atrás não enxergava quase nada, e que fizera uma cirurgia na qual melhorou muito sua visão. Então, José Serra, hipocritamente, segurou em suas mãos delicadas e disse: “Graças a mim, você voltou a enxergar”. Isso! Ele pôs o mérito da recuperação da senhora... NELE mesmo. Hipócrita. NADA, deve ser rotulado como feito de uma só pessoa, nesse caso José Serra. Escolas, hospitais e estradas não foram construídos com o dinheiro dele, foi com o nosso. Isso e muito mais, é o nosso direito. Políticos que deixam o mérito como exclusividade, devem ser repelidos.

Outro fato que me deixou irritado, foi quando Serra citou que participou do plano real. Como se tivesse sido um dos melhores planos econômicos do Brasil. De fato, o plano real controlou a inflação, porém, aumentou o desemprego, desnacionalizou a economia e ainda concentrou a renda na burguesia. O plano levou o país ao caos econômico e à miséria social.
A intenção dele, ao pronunciar isso na propaganda, foi atingir pessoas leigas. Na maioria, os pobres, que provavelmente viram este plano real, quando dito pelo candidato, como um mar de rosas.
Por isso me pergunto, um candidato desses merece governar nosso país?
Não mesmo.

Digitar 45 seria aprovar uma nova fase do capitalismo no Brasil, repleta de injustiça social, privatização de estatais e desigualdade.




Luã Quintão.

domingo, 8 de agosto de 2010

Meu sex and drugs sem nenhum rock’n rool


Eu queria ser extremamente inteligente para inventar uma máquina do tempo, só para voltar aos anos 80, onde tudo era mais fácil e o bom rock’n rool ainda não era extinto. Maldita seja a globalização, que ainda não, mas quase pôs em extinção nosso rock, que foi cruelmente assassinado pelas cores do arco-íris.

Século 21, um colapso musical. Nossas bandas que berravam direitos, foram substituídas por outras que insinuam sexo, e falam de amor sem ao menos saber o que é. Desculpe, não posso generalizar estas bandas como rock.

Pensando bem, pensando bem mesmo, elas não passam de meras fotocópias da nossa sociedade, infelizmente, fútil. Isso justifica o sucesso que fazem entre adolescentes mimados, frutos da nossa nação fast-food, que não dão a mínima para questões realmente importantes, como o voto. Estatísticas apontam que menos de 10% dos adolescentes não exercem e não acham importante o direito de votar. Triste e real. Infelizmente real. A juventude hoje, é uma banda numa propaganda da coca-cola.

Nossa cultura musical passa por uma turbulência, daquelas que derrubam. Conseguimos o direito de expressar, mas não usufruímos mais. Entenda, o rock é expressão, é falar o que pensa, é banalizar o governo, é denunciar, é lutar, é provocar, é abrir dúvidas, é gerar conclusões, é refletir. Minha cabeça não aguenta mais ouvir sobre “garotas radicais”, estou (estamos) precisando de uma nova inspiração, esse rockmulticolors não me faz pensar, não me cria ideias. Por isso que com louvor, eu agradeço ao meu velho e bom rock’n rool. E pode ter certeza que em alguma parte do nosso “brasilzinho” existe um ser racional que fará ressuscitar o nosso rock.

[...] Enquanto isso, eu espero pela volta dos engenheiros.


Luã Quintão.

sábado, 17 de julho de 2010

Paradoxo social


Segundo Karl Marx, os trabalhadores, que eram a maioria, deveriam tomar frente do poder, e evitar que a burguesia retornasse. Seria uma espécie de ditadura do proletariado. Marx... Extraordinário, otimista, ingênuo. Mal sabia que a ganância humana chegaria tão longe.

Uma nação onde a igualdade realmente iria existir, ela planaria sobre nosso céu risonho e límpido. A ideia do socialismo, quando nasceu na antiga URSS (União das Republicas Socialistas Soviéticas) era por a frente, e atender, as necessidades da classe trabalhadora. Logo depois, quando o regime socialista estivesse firme, iria ser implantado com uma ferramenta auxiliadora, o comunismo, onde o poder concentrado no governo iria ser distribuído em partes iguais para todos.

Os países alheios, então, se sentiram ameaçados, ninguém queria perder o poder e, muito menos deixar a burguesia. E ficaram na defensiva, alguns se aliaram ao nazismo de Hitler, que nascia na Alemanha, e outros preferiram ficar neutros. Todavia, o sistema socialista ficava cada vez mais forte, porém, não tão quanto o nazismo. Surgiu então, um outro regime no qual os demais países deveriam se preocupar. A Alemanha, com seu rude nazismo unido a uma espécie de anarquia absoluta e rebelde, desobedeceu ao tratado de Versalhes imposto na até então conhecia grande guerra (Primeira Guerra) e invadiu vários países. Iniciou-se então a Segunda Guerra Mundial.

Os Estados Unidos estavam neutros neste novo conflito bélico. Entretanto, um ataque inesperado do Japão aos seus portos (Pearl Harbor), fez então os Estados Unidos mudarem de ideia. O país declarou, definitivamente, guerra ao Japão.

Ironicamente, e historicamente, o capitalismo dos Estados Unidos se uniu ao socialismo da URSS. Essa união foi feita para por fim à barbárie do nazismo alemão. Pareceu um clima de apaziguamento entre os dois regimes rivais, porém, debaixo dos panos, os dois queriam o poder. E foi exatamente isso que corrompeu o socialismo. O poder corrompe as pessoas, e quem quer que o tome, acaba por querê-lo para si. Uma catástrofe. O socialismo estava contaminado pelo veneno do poderio. O nazismo foi derrubado, Hitler estava morto, o mundo estava coberto de corpos mortos, e nascia um mundo bipolar, dividido entre capitalismo e socialismo. E ambos, queriam o poder.

Isso influenciou muito na repercussão do socialismo. O comunismo não conseguiu se anexar no Estado, que já estava consumido pelo desejo de ter o poder sobre o mundo. Foi uma tentativa frustrada de passar o socialismo em diante. Um paradoxo, o socialismo que defendia a intervenção dos trabalhadores estava virando burguês. E então foi perdendo forças, até cair por completo. Nasce então uma nova era, a era capitalista.

O socialismo hoje, é apenas uma promessa, como o céu. Mas, muitos ainda acreditam na igualdade. O socialismo foi à ruína, porém, a esperança não. Talvez o sistema socialista não funcione mais, o mundo já se contaminou com o veneno do poderio, entretanto, vamos encontrar uma outra forma de defender nossos direitos de vida digna, uma que realmente merecemos.


Luã Quintão.